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UM EXÉRCITO DE TRABALHADORES GARANTE TODA A OPERAÇÃO

A trajetória da Gontijo pelo país traduz um conjunto de sonhos, esperanças e encontros das pessoas que utilizam seus ônibus. Nos bancos desses veículos estão turistas em busca do litoral, homens de negócios com suas maletas, apaixonados que se dirigem ao encontro de seus amores, migrantes ou em busca de uma vida melhor, ou que retornam à sua terra natal.

A realização desse verdadeiro projeto de integração entre as pessoas, o país e o sul das Américas exige um esforço inimaginável para o cidadão comum. O transporte de cinco milhões de passageiros por ano requer uma complexa operação de logística, principalmente num país de dimensões continentais como o Brasil.

O maior de todos os desafios é o trabalho desenvolvido pela Diretoria de Operações. Essa área é responsável pelo deslocamento da frota e a coordenação do trabalho de um batalhão de 1.600 motoristas, espalhados em centenas de pontos no país, que, junto com 360 trocadores, se revezam durante as vinte e quatro horas do dia para cumprir os 600 horários de viagem diários, em média, que a Gontijo tem a cumprir.

É preciso montar a escala de horários dos ônibus e dos motoristas, garantindo que eles estejam preparados para seguir viagem em centenas de pontos diferentes do Brasil, ao mesmo tempo. Tudo isso procurando a otimização máxima da frota e dos recursos humanos.

AGILIDADE

Para que tudo isso funcione, são necessárias providências tão distintas quanto a hospedagem e alimentação para os funcionários envolvidos nas viagens, a checagem diária da documentação dos motoristas e veículos, a limpeza de uniformes, entre muitas outras.

Por trás de motoristas e trocadores por exemplo, está uma equipe de 600 pessoas que trabalham somente no apoio ao tráfego. Elas são responsáveis, por exemplo, pela limpeza dos ônibus durante a viagem, que é feita em todos os pontos de apoio. Somente no trajeto Belo Horizonte/Salvador, uma viagem de 1 .670 quilômetros, existem seis desses pontos.

A área de operação e tráfego precisa ser uma das mais ágeis e aptas a enfrentar desafios em toda a empresa. Um exemplo são os períodos de pico de passageiros em determinadas regiões. É comum, por exemplo, a necessidade de se mobilizar mais de 100 veículos e igual número de motoristas, em menos de dois dias, para atender a demanda gerada por algum evento, como, por exemplo, as festas de São João, no Nordeste.

A convivência com esses acontecimentos faz com que o pessoal da Gontijo seja um dos maiores conhecedores dos costumes, tradições e acontecimentos importantes nas cidades do interior e litoral do Brasil, já que precisam garantir todos os anos o transporte para as pessoas que participam desses eventos.

IMPREVISTOS

Os imprevistos nas estradas acontecem todos os dias, exigindo soluções em tempo real, que demandam criatividade e total autonomia de muitos funcionários. São imprevistos tão contrastantes como uma mulher que ameaça ou mesmo dá a luz em plena viagem são inúmeros esses casos registrados pela Gontijo, requerendo total atenção do motorista, que é obrigado a levá-la a um hospital - ou então a queda de uma barreira na estrada, interrompendo o tráfego. É preciso prevenir, por exemplo, que a água do radiador de um ônibus não congele durante o invemo no Sul do país, e para que um motorista não sinta sede enquanto cruza o sertão do Piauí.

Uma grande enchente ocorrida no país em 1979, por exemplo, interrompeu por mais de dois dias todas as linhas percorridas pela empresa, com exceção da região do Triângulo Mineiro. Quase todos os anos caem barreiras na BR-116, a Rio-Bahia, o que provoca o deslocamento de todo o tráfego para a BR-101, colocando à prova a criatividade e capacidade para superar situações inusitadas do pessoal da operação.

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