Os ônibus da Gontijo passam por locais tão distintos que podem dar o tom dos contrastes e da dimensão do Brasil. Poderão estar cruzando a Via Dutra, a principal estrada do país, cortando o vasto Planalto Central em direção a Rondônia, ou mesmo, estarão estacionados em alguma parada do sertão da Bahia.
Esse simples "flash", essa fotografia que registra um único segundo, pode dar a dimensão do Brasil e da Gontijo. Mas, quando virarmos a página do álbum que retrata a realidáde da empresa, teremos uma noção mais precisa de seu porte.
A Gontijo transporta anualmente cerca de 5 miIhões de passageiros, o que corresponde à soma das populações de capitais como Belo Horizonte e Curitiba. Esse total seria suficiente para lotar 25 Maracanãs, o maior estádio do mundo.
São pessoas que utilizam o mais democrático dos meios de transporte do país, o único a que pode ter acesso a maioria da população.
Em suas idas e vindas pelo Brasil e até pelo exterior - a empresa criou a sua primeira linha internacional, para Assunção, no Paraguai - a Gontijo percorre, anualmente, nada menos que 152 milhões de quilômetros (dados de 1997), o que seria suficiente para fazer o percurso rodoviário Belém-Porto Alegre 27.504 vezes.
Para cumprir essa verdadeira odisséia, a Gontijo tem uma frota de, aproximadamente, 1.000 ônibus, dirigidos por 1.600 motoristas. Se colocados enfileirados em uma estrada, esses veículos ocupariam uma faixa de quase 14 quilômetros de extensão.
A Gontijo traz as cores e é hoje a cara do Brasil. Já faz, há muitos anos, parte da paisagem e do cotidiano de pessoas que trafegam por 16 Estados - além do Distrito Federal. A empresa administra 123 linhas, além da linha internacional ligando Salvador a Assunção.
A linha mais longa é a que liga Mantena, em Minas, a Porto Velho, Rondônia, com 3.496 km. É mais extensa que a de Salvador ao Paraguai, de 3.296 km. Outro percurso expressivo, pela distância entre os dois pontos, é a de São Paulo x Sobral (via Rio), com 3.280 km.
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